Un calcio alla città

( Canta: Domenico Modugno )
( Autores: Castellacci - D. Modugno - Pazzaglia - 1972 )

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Originale


Da anni sono qui
incanetato a questa scrivania
mentre laggiù, oltre la nebbia,
si allarga l'orizzonte, e sono qui.

Non è festa, però
in ufficio non andrò.
Ogni giorno sempre li,
ma perchè, ah, ma per chi.

Stamattina non mi va,
voglio dare un calcio a tutta la cittá.
Amore mio, vieni anche tu,
il capufficio lasciamolo su.

Lasciamolo su.

Che hanno fatto di me,
sono un semplice lacchè
che da anni dice si,
sempre si, si sono qui.

Stamattina nei polmoni
no, non voglio l'aria dei termosifoni.
Amore mio, vieni anche tu,
il capufficio lasciamolo su.

Lasciamolo su.

La campagna dov'è,
voglio il verde intorno a me,
il profumo della sera
quando torna primavera.

Questa volta faccio senza
della pastasciutta stanca della mensa.
Amore mio, vieni anche tu,
il capufficio lasciamolo su.

Lasciamolo su.

Ma che facciamo,
ma dove andiamo tutti incolonnati
in queste nostre maledette macchinette.
Oggi c'è il sole.

Non lo timbrate il cartellino,
non la firmate la presenza.
Ma da quanti anni
non vi arrampicate su un albero.

Tutti in campagna
a cogliere margherite.
Libertà, libertá.
Libertà.

La la la la la la la......

Questa volta faccio senza
della pastasciutta stanca della mensa.
Amore mio, vieni anche tu,
il capufficio lasciamolo su.

La la la la la la la......

Tradução


Há anos estou aqui
acorrentado a esta escrivaninha
enquanto lá, além da neblina,
se abre o horizonte, e estou aqui.

Não é feriado, porém
para o escritório não irei.
Todo dia sempre aí,
mas porque, ah, mas por quem.

Esta manhã não tenho vontade,
quero dar um pontapé em toda a cidade.
Meu amor, vem também tu,
o chefe do escritório o deixamos lá.

O deixamos lá.

O que fizeram de mim,
sou um simples lacaio
que há anos diz sim,
sempre sim, sim estou aqui.

Esta manhã nos pulmões
não, não quero o ar dos aquecedores.
Amor meu, vem também tu,
o chefe do escritório deixemos-o lá.

O deixamos lá.

A campanha onde está,
quero o verde em volta de mim,
o perfume da noite
quando volta a primavera.

Desta vez abro mão
da massa passada do refeitório.
Amor meu, vem também tu,
o chefe do escritório o deixamos lá..

O deixamos lá.

Mas o que estamos fazendo,
mas onde estamos indo todos enfileirados
nestes nossos malditos carrinhos.
Hoje tem o sol.

Não batam o ponto,
não assinem a presença.
Mas há quantos anos
não trepam numa árvore.

Todos para os campos
a colher margaridas.
Liberdade, liberdade.
Liberdade.

La la la la la la la......

Desta vez abro mão
da massa passada do refeitório.
Amor meu, vem também tu,
o chefe o deixamos lá..

La la la la la la la......

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