La mazurca della nonna

( Canta: Achille Togliani )
( Autores: C. A. Bixio - Cozzoli - 1948 )

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Originale


Quando senti un'orchestrina,
tra una danza americana,
che strimpella una mazurca
dall'aria paesana,
pensi allora alla "quadriglia"
d'un bel tempo che passò,
quando usava la "pariglia" attaccata ai "landò",
quando non c'erano i "tanghi" e i "fox-trot".

Ah! La mazurca
che ballava la mia nonna,
con le trecce a penzoloni
e con i mutandoni sotto la sua gonna.
Quando mio nonno,
per baciare la sua mano,
non usava la scaletta
ma la bicicletta fino al primo piano.

I giovincelli,
di vent'anni o poco più,
com'eran belli
coi baffoni per l'insù.
Ah! La mazurca
d'un bel tempo assai lontano,
quando prima di sposarsi
stavano a guardarsi con le mani in mano.

Or si balla la "Carioca"
il sassofono rimbomba,
ma mio nonno suona ancora
il grammofono a tromba.
Pensa, ahimè, con nostalgia,
all'antica gioventù,
quando allora ogni "Maria" non era "Mariù".
Com'era bello quel tempo che fu!

Ah! La mazurca
che ballava la mia nonna,
quando al Valle ed al Manzoni
c'era già Falconi e Galli prima donna.
Quando mio nonno,
caporal di fanteria,
stava quattro giorni in posa
per mandare a Rosa la fotografia.

Finchè il progresso
l'automobile inventò.
Oh che successo
la vertigine, lo sport.
Allor mio nonno
divorava monti e valli,
tre chilometri in un'ora
con la due cilindri a cinque o sei cavalli.

Tradução


Quando ouves uma orquestrinha,
entre uma dança americana,
que arranha uma mazurca
com ar paisano,
pensas então à "quadrilha"
dum bom tempo que passou,
quando se usava a "parelha" amarrada a "carroça",
quando não havia os "tangos" e os "foxtrote".

Ah! A mazurca
que dançava a minha avó,
com as tranças que pendiam
e com as ceroulas debaixo da sua saia.
Quando meu avô,
pra beijar a sua mão,
não usava a escadinha
mas a bicicleta até o primeiro andar.

Os mocinhos,
de vinte e poucos anos,
como eram bonitos
com os grandes bigodes pra cima.
Ah! A mazurca
dum belo tempo muito distante,
quando antes de casar
ficavam olhando-se com as mãos dadas.

Agora se dança a "Carioca"
o saxofone ecoa,
mas meu avô toca ainda
o gramofone a tromba.
Pensa, ai de mim, com nostalgia,
à antiga juventude,
quando então cada "Maria" não era "Mariú".
Como era belo aquele tempo que foi!

Ah! A mazurca
que dançava a minha avó,
quando no Valle e no Manzoni
havia já Falconi e a Galli primeira dama.
Quando meu avô,
cabo de infantaria,
ficava quatro dias em pose
para enviar a Rosa a fotografia.

Até que o progresso
o automóvel inventou.
Oh que sucesso
a vertigem, o esporte.
Na época meu avô
devorava montes e vales,
três quilômetros numa hora
com o dois cilindros a cinco ou seis cavalos.

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