Gastone

( Canta: Ettore Petrolini )
( Autor: Ettore Petrolini - 1921 )

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Originale


Gastone, artista cinematrografico,
artista del Varieté, Danzeur, Disseur,
frequentatore dei Bal-Tabarins,
conquistatore di donne a getto continuo,
uomo che emana fascino.

È una satira efferata al bell'attore
fotogienico, affranto, compunto, vuoto,
senza orrore di se stesso.

Gastone, sei del cinema il padrone!
Gastone! Gastone!
Gastone, ho le donne a profusione
e ne faccio collezione.
Gastone! Gastone!

Sono sempre ricercato
per le firme più bislacche
perché sono ben calzato,
perché porto bene il fracche
con la riga al pantalone.
Gastone! Gastone!

Tante mi ripeton: Sei elegante!
Bello, non ho niente nel cervello!
Raro, io mi faccio pagar caro,
specialmente alla pensione!
Gastone! Gastone!

Io sono un creatore, un inventore,
vengo da una famiglia di inventori, di creatori.
Mia sorella, Lina, è una creatrice,
tutti lo sanno....Creolina.

Mio padre ha inventato
la macchina per tagliare il burro,
un pezzettino di legno
con un fil di fero.

Mia madre studiava economia,
aveva il senso del calcolo
sviluppato fino alla genialità.
Figuratevi! Io mi chiamo Gastone,
lei mi chiamava "Tone".
"Tone", per risparmiare il "Gas".

A me mi ha rovinato la guerra.
Se non c'era la guerra,
a quest'ora stavo a Londra.
I londrini vanno pazzi per me,
io sono molto ricercato nel parlare,
nel vestire, ricercato dalla questura.

Sono un grande musicista,
canto, ballo, trasporto.
Gondrand mi voleva!
Come musicista dovevo andare a Londra,
dovevo musicare l'orario delle ferrovie.

E poi sono grande nella dizione,
sono il fine dicitore,
il cantante aristocratico.
Adesso vi faccio sentire
tutto il succo del mio ingegno
con un saggio della mia dizione.

Io sono, come vi ho detto, il fine dicitore
e tutto ciò che dico, è veramente profondo.
Io non ci tengo, né ci tesi mai,
però fate attenzione a questo mio soliloquio
così denso di pensiero.

Non fermarsi alla superficie,
ascoltare bene quello che c'è dentro,
quello che c'è sotto.
È il mio motto:
Sempre più dentro, sempre più sotto!

Se l'ipotefosi del sentimento personale,
prostergando i prologomeni della sub-coscienza,
fosse capace di reintegrare il proprio subietivismo
alla genesi delle concominanze, allora io rappresenterei
l'auto-frasi della sintomatica contemporanea,
che non sarebbe altro che
la trasmificazione esopolomaniaca.

Eh, eh eh, eh, eh!
Che ve ne pare, eh? Che bel talento!
Ma io non ci tengo, né ci tesi mai.
Io sono molto ricercato anche perché
porto molto bene il fracche,
e quando porto il fracche, ovunque io vado,
porto quell'onda di signorilità
che manca agli altri comici del varietà.

Io sono nato col fracche,
anzi, quando sono nato,
mia madre, mica mi ha messo le fasce,
macché, un fracchettino!
Camminavo per casa, sembravo una cornacchia!


Gastone, sei davvero un bell'Adone!
Gastone! Gastone!
Gastone, con un guanto a pendolone,
vado sempre a pecorone.
Gastone! Gastone!

Ogni cuor si accende e arde
perché c'ho gli occhioni belli,
le basette a la Bonnard
ed i gesti alla Borelli.
Misterioso come Ghione.
Gastone! Gastone!

Bice, solo lei mi fa felice!
Gemma, ama solo la mia flemma!
Rina, lei per me la cocaina
se la prende a colazione
pensando a Gastone.

Tradução


Gastone, artista cinematográfico,
artista da Revista, Dançarino, Recitador,
freqüentador dos cabarés Bal-Tabarins,
conquistador de mulheres sem parar,
homem que emana fascínio.

É uma sátira cruel ao belo ator
fotogênico, cansado, arrependido, vazio,
sem horror de si mesmo.

Gastone, tu és o patrão do cinema!
Gastone! Gastone!
Gastone, tenho mulheres em abundância
e delas faço coleção.
Gastone! Gastone!

Sou sempre procurado
pelas pessoas mais extravagantes
porque estou bem calçado,
porque sou elegante no meu fraque
com as calças bem passadas.
Gastone! Gastone!

Tantas me repetem: Tu és elegante!
Belo, não tenho nada no cérebro!
Raro, eu cobro muito caro,
especialmente na pensão!
Gastone! Gastone!

Eu sou um criador, um inventor,
venho de uma família de inventores, de criadores.
Minha irmã, Lina, é uma criadora,
todos sabem disso....Creolina.

Meu pai inventou
a maquina para cortar a manteiga,
um pedacinho de madeira
com um fio de arame.

Minha mãe estudava economia,
possuía o dom do calculo
desenvolvido até a genialidade.
Imaginem! Eu me chamo Gastone,
ela me chamava "Tone".
"Tone", para poupar o "Gás".

O que me arruinou foi a guerra.
Se não fosse a guerra,
a esta hora eu estava em Londres.
Os ingleses são loucos por mim,
eu sou muito rebuscado no falar,
no vestir, procurado pelos Magistrados.

Sou um grande musicista,
canto, danço, transporto.
Gondrand me queria!
Como musicista devia ir para Londres,
devia musicar o Horário das Ferrovias.

E depois tenho ótima dicção,
sou o fino locutor,
o cantor aristocrático.
Agora você vão escutar
todo o sumo do meu engenho
com um ensaio da minha dicção.

Eu sou, como já disse, o fino locutor
e tudo aquilo que digo é realmente profundo.
Eu não ligo, nem nunca liguei,
porém prestem atenção a este meu monólogo
assim denso de pensamento.

Não parar na superfície,
escuta bem aquilo que há por dentro,
aquilo que está escondido por baixo.
É o meu lema:
Sempre mais dentro, sempre mais por baixo!

Se a ipotefosi do sentimento pessoal,
postergando os prologomenos da sub-consciência,
fosse capaz de reintegrar o próprio subjetivismo
à gênesis das concomitâncias, então eu representearia
a auto-frase da sintomática contemporânea,
que não seria outra coisa se não
a trasmificação esopolomaniaca.

Eh, eh eh, eh, eh!
O que acham? Que belo talento!
Mas eu não ligo, nem nunca liguei.
Eu sou muito procurado também porque
visto muito bem o fraque,
e quando visto o fraque, por onde eu vou
levo aquela onda de distinção
que falta aos outros cômicos da Revista.

Eu nasci com o fraque,
alias, quando eu nasci
minha mãe não me colocou as faixas,
que nada, um fraquetinho!
Eu andava pela casa parecendo uma gralha!

Gastone, tu és mesmo um belo Adónis!
Gastone! Gastone!
Gastone, com uma luva pendente,
ando sempre todo inclinado.
Gastone! Gastone!

Cada coração si acende e se inflama
porque tenho os olhos grandes e belos,
as costeletas à Bonnard
e os gestos à Borelli.
Misterioso como Ghione.
Gastone! Gastone!

Bice, somente ela me faz feliz!
Gemma, ama somente a minha serenidade!
Rina, pra mim ela pega a cocaína
no café da manhã
pensando em Gastone.

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