Fantasia

( Canta: Don Backy )
( Autor: Don Backy - 1971 )

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Originale


Che farei, senza la mia azzurra malattia.
Che farei, senza questa immensa fantasia.
Non potrei certo vedere le finestre
piangere di pioggia nella sera
e non potrei di certo mai sapere
di che colore è un'ora.

E non potrei di certo immaginare
che l'aria che ti tocca non respira.
E non potrei vedere l'acqua
vivere felice insieme al fuoco.
Che farei, senza la mia azzurra malattia,
senza un'infinita fantasia.

Io posso per un'ora
volare nella eternità del cielo
e per ogni minuto di quell'ora
io vivo come in una eternità.
Io posso arrampicarmi sopra i rami,
scaldare i pettirossi con le mani,
pregare il Dio degli alberi
per far che io veda nascere un lillà.

Con la mia
grande immensa azzurra malattia,
per i campi vedo andar la mia tristezza
di neve e solitudine vestita.
E posso far bagnare il corpo mio
come se fosse il mondo.

L'Europa è la mia testa e pensa.
L'America è il mio petto che respira.
Le braccia l'Asia e l'Africa
e le mie gambe
l'Artico e l'Australia.
Chi sarei, senza la mia azzurra malattia.

E posso dare al mondo anche il mio cuore,
perché possono scrivere su di esso
una parola:
Amore!

Tradução


Que faria, sem a minha moléstia azul.
Que faria, sem esta imensa fantasia.
Não poderia decerto ver as janelas
chorar de chover na noite
e não poderia decerto nunca saber
de que cor é uma hora.

E não poderia decerto imaginar
que o ar que te toca não respira.
E não poderia ver a água
viver feliz junto ao fogo.
Que faria, sem a minha moléstia azul,
sem uma infinita fantasia.

Eu posso por uma hora
voar na eternidade do céu
e em cada minuto daquela hora
eu vivo como numa eternidade.
Eu posso trepar sobre os galhos,
aquecer os pintarroxos com as mãos,
orar para o Deus das árvores
para que eu veja nascer um lilás.

Com a minha
grande imensa moléstia azul,
pelos campos vejo andar a minha tristeza
vestida de neve e solidão.
E posso deixar banhar o meu corpo
como se fosse o mundo.

A Europa é a minha cabeça e pensa.
A América é o meu peito que respira.
Os braços a Ásia e a África
e as minhas pernas
o Ártico e a Austrália.
Quem seria, sem a minha moléstia azul.

E posso dar ao mundo até o meu coração,
para que possam escrever sobre ele
uma palavra:
Amor!

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